País

PCP recusa nova geringonça

TIAGO PETINGA

Distanciamento do PS poderá traduzir-se no voto contra o Orçamento do Estado para 2021.

O PCP afasta cada vez mais a possibilidade de reeditar nesta legislatura o apoio que deu ao Governo PS entre 2015 e 2019. Um distanciamento que se poderá traduzir no voto contra o Orçamento do Estado para 2021.

A conclusão decorre das Teses, o documento que resume a estratégia do partido para os próximos quatro anos e que foi divulgado esta quinta-feira no jornal Avante.

No texto, os comunistas reconhecem que os anos da geringonça "não foram um tempo percorrido em vão". Mas também sublinham a "mistificação" que alguns quiseram fazer dessa solução.

Recusam mesmo que o PCP tenha sido "força de suporte ao Governo por via de um qualquer acordo de incidência parlamentar". E reforçam que o que permitiu ao PS governar na última legislatura foi apenas uma "correlação de forças conjuntural".

Agora, dizem os comunistas, assumindo a rutura: "o PS está mais liberto para dar expressão às suas opções de política de direita".

A estratégia política do PCP para os próximos anos vai ser discutida no próximo congresso do partido, no último fim de semana de novembro.