País

Linha de apoio ao idoso recebeu mais de 2.340 chamadas este ano

Aumento sobretudo durante o estado de emergência decretado por causa da covid-19.

A Linha do Idoso da provedoria de Justiça recebeu este ano mais de 2.340 chamadas, um aumento de 12% relativamente ao período homólogo e que se fez sentir sobretudo durante o estado de emergência decretado por causa da covid-19.

Os números divulgados pela provedoria de Justiça, quando se assinala o Dia Internacional das Pessoas Idosas, indicam que até finais de setembro foram recebidas 2.348 chamadas nesta linha de apoio, mais 283 do que no mesmo período do ano passado.

A título de comparação, entre os mesmos períodos de 2018 e de 2019 a provedoria tinha registado um crescimento de 7,5% nos pedidos de apoio através desta linha telefónica de atendimento personalizado.

"O aumento do número de chamadas verificou-se, sobretudo, nos meses de março, abril e maio, coincidindo com o estado de emergência inicialmente decretado no contexto da epidemia da doença covid-19", refere a nota da Provedoria de Justiça.

As questões mais frequentemente dirigidas à Linha do Idoso estiveram relacionadas com respostas sociais (acesso a centros de dia, apoio domiciliário, estruturas residenciais/lares) e outros serviços de apoio, tendo justificado um total de 473 chamadas.

Outros temas que originaram os pedidos de apoio foram os relacionados com a saúde (276 chamadas), maus-tratos/negligência dirigidos aos mais velhos (229), dificuldades sentidas junto aos serviços públicos (223), pensões (203 chamadas) e prestações sociais (193 chamadas).

No comunicado, a provedoria de Justiça sublinha que ao longo dos nove primeiros meses deste ano "houve um aumento muito considerável das chamadas motivadas por dificuldades de contacto com os serviços públicos (+125%) e sobre a forma de recebimento das pensões (+100%) após as alterações introduzidas na sequência da pandemia".

"Desde 16 de março, data em que o Governo decretou as primeiras restrições no contexto de controlo da pandemia, foram recebidas 394 chamadas (cerca de 17% do total recebido durante este período) diretamente relacionadas com a covid-19 e, em particular, com os constrangimentos na vida dos cidadãos mais velhos", refere.

A provedoria de Justiça acrescenta que "estas chamadas referiram-se, por exemplo, ao regime de justificação de faltas para cuidar de idoso dependente; às novas formas de recebimento das pensões; a dificuldades de acesso a serviços de saúde; às condições de acesso a prestações sociais e a serviços de apoio; a dificuldades de contacto com diversos serviços públicos ou, ainda, às limitações dos contactos dos familiares com os idosos institucionalizados e, posteriormente, às condições que enquadraram o restabelecimento das visitas".

No comunicado, este órgão do Estado dirigido por Maria Lúcia Amaral recorda que a promoção dos direitos dos idosos é uma das suas prioridades, "tendo em conta a sua particular vulnerabilidade no atual contexto pandémico".

A Linha do Cidadão Idoso - 800 20 35 31 -- é uma linha telefónica gratuita especialmente vocacionada para os problemas da população com uma idade mais avançada, prestando informações sobre os direitos e apoios que assistem aos mais velhos, nomeadamente em áreas como a saúde, segurança social, habitação, equipamentos e serviços.

O Dia Internacional das Pessoas Idosas, que hoje se assinala, foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 14 de dezembro de 1990.

Portugal regista 1.963 mortes e 74.717 casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de um total de 1.963 mortes e 74.717 casos de covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.957 para 1.963, mais 6 do que ontem - 5 na Região de Lisboa e Vale do Tejo e 1 na Região Centro.

O número de infetados aumentou de 74.029 para 74.717, mais 688 que na segunda-feira.

Mais de 1 milhão de mortos e 33,7 milhões de infetados

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global