País

"O país é o meu sonho permanente, estou sempre a sonhá-lo". O legado de Ribeiro Telles

Esta quinta-feira é dia de luto nacional pela morte de Gonçalo Ribeiro Telles.

Morreu Gonçalo Ribeiro Telles. O agrónomo e arquitecto paisagista, fundador do PPM, morreu em casa, aos 98 anos.

O Presidente da República recorda-o com "emoção e saudade" e fala num legado que poucos conseguem deixar. Já o primeiro-ministro diz que o país tem um enorme dívida de gratidão para com ele.

O governo decretou esta quinta-feira como dia de luto nacional.

O seu legado é bem visível em Lisboa. Com o arquiteto António Viana Barreto, assinou o projeto do jardim da Fundação Gulbenkian, prémio Valmor de 1975. É dele, entre vários projetos visionários, o célebre Corredor Verde de Monsanto, uma pista para peões e ciclistas que liga a Praça dos Restauradores ao Parque Florestal de Monsanto.

Ativista contra o regime de Salazar desde a juventude, fundou o Partido Popular Monárquico logo após o 25 de abril de 1974. Foi subsecretário de Estado do Ambiente nos I, II e III Governos Provisórios e Secretário de Estado da mesma pasta no I Governo Constitucional. Com Sá Carneiro e Amaro da Costa assinou a constituição da Aliança Democrática. Com Pinto Balsemão, entre 1981 e 1983, foi Ministro de Estado e da Qualidade de Vida.

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