País

Associação de Ucranianos em Portugal diz que botão de pânico é insuficiente

Os cidadãos estrangeiros vão passar a ter um "botão de pânico" nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no aeroporto de Lisboa.

O presidente da Associação de Ucranianos em Portugal diz que os imigrantes deviam ter acesso a um telefonema para o cônsul ou para um familiar, em vez da existência de um botão de pânico.

Pavlo Sadoka considera que a existência de um botão de emergência é insuficiente para evitar situações como a que provocaram a morte de um cidadão ucraniano.

COMO FUNCIONA?

A medida é inédita e prevê a instalação de botões de pânico nos 18 quartos individuais. Ativado o botão, fica o registo da hora e motivo da ativação, bem como a comunicação ao responsável do Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária.

Segundo o Diário de Notícias, a determinação faz parte do regulamento assinado em julho pelo ministro da Administração Interna e distribuído pelo SEF no passado dia 26 de novembro, mas era já do conhecimento dos responsáveis do espaço e está em vigor desde agosto.

A MORTE DE IHOR HOMENIUK

A morte de um ucraniano a 12 de março levou o Ministério Público a acusar três inspetores do SEF e o IGAI a responsabilizar por "ação e omissão" mais nove inspetores. O julgamento tem início no próximo dia 20 de janeiro de 2021.

O incidente determinou o encerramento e remodelação das instalações e a alteração na segurança que era feita por uma empresa privada, sem inspetores em permanência no local.

  • A árdua experiência com a sustentabilidade 

    Mundo

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    Opinião

    João Abegão