País

Agente da PSP morreu a tentar defender uma mulher que estava a ser vítima de violência doméstica

O homem detido pela GNR suspeito do atropelamento mortal é um guarda prisional do Estabelecimento Prisional de Sintra.

Um agente da PSP morreu hoje de madrugada no hospital de Évora depois de ter sido atropelado pela viatura de um suspeito de violência doméstica.

O agente de 45 anos estava de folga ontem à noite quando interveio numa situação de violência doméstica, que presenciou no Rossio de São Brás, em Évora.

O homem detido pela GNR suspeito do atropelamento mortal do agente da PSP é um guarda prisional do Estabelecimento Prisional (EP) de Sintra, de 52 anos.

Marcelo e MAI lamentam morte de agente da PSP

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte do agente do Comando Distrital da PSP de Évora, tendo já expressado as condolências à viúva.

"Foi com profunda consternação que o Presidente da República tomou conhecimento da morte do agente principal António José Pinto Doce, vítima de um brutal atropelamento em cumprimento da sua missão no Rossio de São Brás, em Évora", refere uma nota da presidência, publicado no 'site'.

"Mais um exemplo nacional de alguém que, mesmo não estando em serviço, deu a vida pelo próximo e a quem Portugal deve sentida homenagem", refere Marcelo Rebelo de Sousa, que "já falou pessoalmente com a viúva do agente, dirigindo as mais sentidas condolências também aos seus filhos, familiares e amigos, assim como à Polícia de Segurança Pública, cujo diretor nacional recebe esta tarde em Belém e, em particular, ao Comando Distrital de Évora, onde diariamente António José cumpria a sua missão".

Também hoje, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, manifestou em nome do Governo o seu "profundo pesar" pela morte do agente.

"Em nome do Governo, manifesto profundo pesar pela morte" do agente, de 45 anos, "vítima de atropelamento após uma intervenção policial", pode ler-se na nota enviada hoje à agência Lusa pelo gabinete do ministro da Administração Interna (MAI).

Qualificando tratar-se de um "momento trágico", Eduardo Cabrita endereçou "as mais sentidas condolências aos familiares, amigos e a todos os polícias da Polícia de Segurança Pública que diariamente cumprem de forma abnegada a sua missão".

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    Opinião

    Despir a camisola aquando da celebração de um golo é proibido pelas leis de jogo. Penso que toda a gente sabe disso. Aliás, basta apenas que um qualquer jogador cubra a cabeça usando essa peça de equipamento para ser sancionado.

    Duarte Gomes