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Tragédia de Entre-os-Rios. "A comunidade de Castelo de Paiva acabou também por ser vítima"

Lucinda Giesta, psicóloga do Gabinete de Apoio Psicológico aos Familiares, defende que também estes são vítimas, porque passaram por um trauma.

Lucinda Giesta é psicóloga do Gabinete de Apoio Psicológico aos familiares da vítimas da tragédia de Entre-os-Rios. No entanto defende que também estas famílias são vítimas: "A comunidade de Castelo de Paiva acabou também por ser vítima".

"Falamos muito das vítimas da tragédia de Entre-os Rios, mas os familiares são também vítimas, porque passaram por um trauma."

Atualmente há ainda familiares a necessitar de acompanhamento psiquiátrico e psicológico, diz Lucinda Giesta: "Quando me chegam ao gabinete é óbvio que não me trazem a tragédia como motivo".

"Cada pessoa vai lidar com o trauma consoante os seus recursos internos e externos. Consoante as suas competências e as variáveis na altura. Por isso cada um lida com isto à sua maneira."

Há 20 anos, na noite de dia 4 de março de 2001, a Ponte Hintze Ribeiro, que ligava Entre-os-Rios a Castelo de Paiva, caiu e arrastou para o Douro três carros e um autocarro. Não houve sobreviventes, 59 pessoas morreram, 36 corpos nunca foram encontrados.

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