No julgamento do homicídio de Luís Giovani, que decorre em Bragança, estão a ser ouvidos os três amigos do jovem cabo-verdiano que o acompanhavam na noite das agressões que podem ter contribuído para a sua morte e que também foram agredidos.
Algumas contradições nos seus depoimentos foram aproveitadas pela defesa para sustentar que o traumatismo craniano que conduziu à morte da vítima se pode dever a uma queda acidental e não às agressões de que foi alvo.
Nesta 8ª sessão de julgamento, dois primeiros amigos relataram que, depois de saírem do bar onde começou o desentendimento, foram todos agredidos com cintos, murros, pontapés e alguns também com um pau, mas nenhum deles identificou os arguidos como autores dessas agressões.
De acordo com esses depoimentos, a dado momento Luís Giovani foi cercado pelos agressores que além de murros e pontapés também o agrediram com um pau, tendo a vítima acabado por cair no chão sem se conseguir defender.
Um dos colegas conseguiu retirá-lo e nessa altura aproveitaram para fugir
No julgamento os colegas de Giovani garantiram que durante a fuga o jovem cabo-verdiano tropeçou nestas escadas, mas não chegou cair. Só que, depois, foram confrontados com as primeiras declarações prestadas à judiciária em que disseram que Giovani tinha efetivamente caído.
Essa contradição foi aproveitada pela defesa para sustentar a tese de que o traumatismo craniano, que conduziu à morte da vítima, pode ter sido provocado por essa queda acidental e não causado pelas agressões de que foi alvo:
O juiz também quis saber porque é que os colegas perderam o Giovani de vista já depois das agressões, tendo sido encontrado mais tarde polícia inconsciente no chão. Mas os colegas não conseguiram esclarecer essa dúvida.
No banco dos réus sentam-se sete arguidos com idades entre os 24 e os 36 anos. Estão acusados da autoria do homicídio de Luís Giovani e respondem também por agressões aos três colegas do jovem cabo-verdiano.