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Advogado da família de Ihor Homeniuk: "Deveriam ter sido condenados pelo crime de homicídio"

Inspetores do SEF condenados a penas de prisão entre os 7 e os 9 anos.

O advogado da família de Ihor Homeniuk considera que as penas aplicadas aos inspetores deviam ter sido mais pesadas. Em entrevista na Edição da Noite da SIC Notícias, esta segunda-feira, José Gaspar Schwalbach reconhece, no entanto, que a decisão foi adequada tendo em conta as provas apresentadas em tribunal.

Os ex-inspetores do SEF acusados da morte de Ihor Homeniuk, no aeroporto de Lisboa, foram condenados esta segunda-feira a penas de prisão efetiva entre os 7 e os 9 anos, por ofensa à integridade física agravada pelo resultado (morte).

Os arguidos Duarte Laja e Luís Silva foram condenados a 9 anos de prisão, enquanto Bruno Sousa foi sentenciado a 7 anos de prisão. Os três ex-inspetores vão continuar em prisão domiciliária.

O presidente do coletivo deliberou que os inspetores do SEF "praticaram ofensa à integridade física grave qualificada”, agravada pelo resultado (morte).

“A CULPA DOS ARGUIDOS É ELEVADA”

Na leitura do acórdão, o tribunal deu como provado que as agressões provocaram a morte de Ihor Homeniuk, mas não que os inspetores do SEF o quisessem matar. Ou seja, não deu como provada a acusação de homicídio qualificado.

O tribunal deixou cair também a acusação de posse de arma ilegal (bastão extensível), que pendia sobre Duarte Laja e Luís Silva.

O tribunal decidiu ainda extrair certidão para investigar os vigilantes e outros inspetores do SEF, envolvidos na situação e com funções de coordenação.

"Todos aqueles que acharam por bem controlar Ihor amarrando-o como uma embalagem, todos aqueles com funções de chefia, por tudo isto adiante se extrai certidão do presente acórdão para investigação dos vigilantes do turno da noite, dos vigilantes do turno do dia, dos inspetores que nada fizeram para o assistir, dos inspetores do SEF com coordenação e chefia que deram ordem e que não cuidaram de saber", frisou.

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