País

Escola no hospital. Como aprendem as crianças internadas?

Filipe Ferreira

Filipe Ferreira

Repórter de Imagem

Marco Neiva

Marco Neiva

Editor de Imagem

No Hospital D. Estefânia, em Lisboa, há uma escola diferente de todas as outras do país, mas que tem como missão trazer normalidade e rotinas à vida das centenas de crianças que ali são internadas.

João Pedro e João Estriga têm em comum, para além do nome, as circunstâncias: estão ambos internados há mais de um mês no Hospital D. Estefânia, em Lisboa.

As últimas semanas têm sido passadas dentro de quatro paredes e os ritmos próprios da idade deram lugar a rotinas novas, onde tudo tem de ser vivido com menos pressa.

Para os ajudar a manter alguma normalidade, existe uma escola no interior deste hospital onde todas as crianças internadas podem continuar a acompanhar os programas educativos, com a orientação de quatro professoras.

O plano de atividades é decidido em conjunto com as escolas de origem e mesmo quem não pode sair do quarto, devido à situação clínica, tem acesso a este acompanhamento em enfermaria.

O 1.º ciclo desta escola existe há quase 100 anos, desde 1925, e tem evoluído a par e passo com o ensino em Portugal.

Neste momento, com o alargamento da idade pediátrica até aos 18 anos, há também acompanhamento dos jovens do 2.º ciclo ao ensino secundário.

Pais, alunos, professores e profissionais de saúde garantem que, para além da aprendizagem académica, esta escola traz para dentro do hospital um porto seguro e de fuga para estas crianças e jovens, que, muitas vezes, criam ligações inquebráveis com estes professores.

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