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"Não é admissível deixar uma criança de dois anos e meio sem supervisão"

O pediatra Francisco Abecasis comenta o caso do desaparecimento de uma criança em Proença-a-Velha. 

A GNR vai alargar as buscas para encontrar uma criança de dois anos e meio que está desaparecida desde quarta-feira em Proença-a-Velha, no concelho de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

Francisco Abecasis considera inadmissível que uma criança com dois anos e meio fique sem supervisão de um adulto, "independentemente do meio em que se encontra".

O pediatra explicou à SIC Notícias que, nestas idades, as crianças ainda não têm capacidade para decorar o caminho que percorreram e por isso é muito fácil perderem-se.

"Uma criança com dois anos e meio não consegue avaliar os perigos de uma forma correta. Pode cair num poço porque foi espreitar por curiosidade, pode até tentar atravessar um rio sem perceber que não consegue nadar", continuou.

Francisco Abecasis diz que nesta idade, "uma criança deve ter a supervisão de um adulto 100% do tempo". Sublinha ainda que o facto de viver num meio rural não serve de justificação para a criança andar sozinha com uma cadela.

A criança terá desaparecido na quarta-feira da casa dos pais, situada a cerca de 1,5 quilómetros do núcleo central de Proença-a-Velha, entre as 05:00 e as 08:00.

Às autoridades, os pais terão dito que, apesar da idade, Noah tem por hábito sair de casa sozinho com a cadela para ir ao encontro do pai nuns terrenos agrícolas muito perto da casa.

"Se não é a primeira vez que acontece, então os pais tinham a obrigação de garantir que não voltava a acontecer uma segunda vez", frisou o pediatra Francisco Abecasis.