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Incêndios. Duas pessoas morreram este ano ao realizarem queimadas sem acompanhamento

GNR

GNR deteve este ano 30 pessoas e identificou outras 356 pelo crime de incêndio florestal, tendo ainda levantado 1.400 contraordenações.

A GNR indicou esta quarta-feira que duas pessoas morreram este ano ao realizaram queimas e queimadas sem acompanhamento, apelando à população para que faça o registo destas práticas e que nunca sejam realizadas isoladamente.

Em conferência de imprensa para apresentar o relatório sobre incêndios rurais no primeiro semestre deste ano, o coronel Vítor Caeiro, da Guarda Nacional Republicana, destacou a necessidade do registo das queimas e queimadas e pediu para que se façam "de forma acompanhada e não isolada", devendo as pessoas serem portadoras de telemóvel para ligar para o 112 caso haja um descontrolo e terem "por perto um balde de água e um extintor para ajudar numa primeira intervenção".

Vítor Caeiro avançou também que a GNR deteve este ano 30 pessoas e identificou outras 356 pelo crime de incêndio florestal, tendo ainda levantado 1.400 contraordenações, sendo a maior parte por queimas e queimadas. O mesmo responsável frisou que a principal causa de incêndios é o uso incorreto do fogo, como queimas e queimadas. Das cerca de 14.000 situações de incumprimento verificadas entre fevereiro e abril pela GNR no âmbito da fiscalização da gestão do combustível, mais de 5.000 já foram corrigidas.

Vítor Caeiro disse ainda que a gestão e limpeza dos terrenos podem ser realizadas em qualquer altura, mas não devem ser feitas nas horas de calor.

Por sua vez Nuno Banza, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), destacou o número "muito significativo de pedidos" de autorização de queimas e queimadas feitos pelos portugueses através do 'call center' (808 200 520), que existe desde 2019.

"Em 2019 foram feitos aproximadamente meio milhão de pedidos de autorização para queimas e queimadas, em 2020 atingimos cerca de um milhão e em 2021, até 30 de junho, 710 mil comunicações ou pedidos para a realização de queimas", disse.

Segundo Nuno Banza, este mecanismo "permite fazer uma ligação muito mais próxima com as pessoas e orientar a realização de fogos de gestão".

Na conferência de imprensa estiveram presentes as entidades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), nomeadamente ICNF, ANEPC, GNR, Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, Polícia Judiciária, Forças Armadas e Instituto Português do Mar e da Atmosfera.