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Médicos de família "exaustos" escrevem carta aberta aos portugueses

Os médicos de família divulgaram uma carta aberta aos portugueses, em que pedem que os deixem voltar a ser médicos de família.

Os profissionais dos centros de saúde afirmam que, há meses, as tarefas que lhes são pedidas por causa da pandemia os impedem de atender os respetivos doentes não-covid.

De acordo com o alerta, há doentes a ficar para trás no que respeita aos cuidados de saúde primários. Afirmam sofrer com o excesso de tarefas que inclui muitos fins de semana e feriados e de a voz dos trabalhadores da saúde ser ignorada por quem tem o poder de decisão.

No documento, os médicos de família afiram estar exaustos com a situação. Um dos signatários do documento é o médico Paulo Santos. O também professor na universidade do Porto afirma que existem outras formas de garantir o atendimento emergencial para as vítimas de covid-19, sem abandonar os outros utentes, que continuam a precisar de acompanhamento contínuo.