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Governo não quis luto nacional por Otelo Saraiva de Carvalho e Presidente da República concordou

ANDRÉ KOSTERS

Marcelo Rebelo de Sousa diz que é uma questão de equilíbrio em relação a outros capitães da revolução de Abril.

O primeiro-ministro não quis dias luto nacional por Otelo Saraiva Carvalho e o Presidente da República concordou.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que se trata de uma questão de equilíbrio em relação a outros capitães da revolução de Abril, entretanto falecidos, como Ernesto Melo Antunes ou Salgueiro Maia.

António de Spínola foi o último militar a ter direito a luto nacional, por ter sido Presidente da República.

Controverso e frontal. Otelo é um dos homens a quem Portugal deve a liberdade

Otelo Saraiva de Carvalho, herói operacional do 25 de Abril de 1974, morreu este domingo no hospital das Forças Armadas, em Lisboa, a um mês de fazer os 85 anos.

Nascido em 31 de agosto de 1936, em Lourenço Marques, atual Maputo, Moçambique, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho fez carreira militar desde os anos 1960 até ao pós-25 de Abril de 1974, incluindo uma comissão, durante a guerra colonial, na Guiné-Bissau, onde se cruzou com o general António de Spínola.

No Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou a ditadura de Salazar e Caetano, foi ele o encarregado de elaborar o plano de operações militares e, daí, ser conhecido como estratega do 25 de Abril. Depois do 25 de Abril, foi comandante do COPCON (Comando Operacional do Continente), durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC), surgindo associado à chamada esquerda militar, mais radical, e foi candidato presidencial em 1976.

Na década de 1980, o seu nome surge associado às Forças Populares 25 de Abril (FP-25 de Abril), organização armada responsável por dezenas de atentados e 14 mortos, tendo sido condenado, em 1986, a 15 anos de prisão por associação terrorista. Em 1991, recebeu um indulto, tendo sido amnistiado cinco anos depois, uma decisão que levantou muita polémica na altura.

O corpo de Otelo Saraiva de Carvalho será velado na Igreja da Academia Militar (Lisboa), na terça-feira, e cremado no dia seguinte, quarta-feira.

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