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Reações políticas divergem sobre papel de Otelo na história de Portugal

Otelo Sarariva de Carvalho, capitão de Abril, morreu hoje aos 84 anos.

Depois da morte do capitão de Abril, as reações dos vários dirigentes políticos não foram consensuais sobre o papel de Otelo na história de Portugal. Depois de ser uma peça chave no 25 de abril esteve associado às FP-25, chegou a ser condenado e depois aministiado.

O Presidente da República recordou este domingo o papel essencial de Otelo Saraiva de Carvalho na revolução de 1974, mas acrescentou que ainda é cedo para a história o apreciar com a devida distância.

Já o primeiro-ministro disse que Portugal deve a Otelo a libertação consumada em 74 e, portanto, o que somos hoje. António Costa elogiou a dedicação e generosidade decisivas para o sucesso sem derramento de sangue da revolução dos cravos.

Eduardo Ferro Rodrigues considerou Otelo o maior símbolo individual do movimento das Forças Armadas e Catarina Martins, líder o Bloco de Esquerda, falou de Otelo como um dos maiores libertadores do país.

No Twitter, Rui Rio lembrou a conquista da liberdade e disse que compete à história avaliar o que fez de bom e de mau. O PCP também acha que não é ocasião para registar as atitudes do percuso político, mas antes o papel no levantamento militar.

Com uma posição bastante mais crítica, o CDS, pela voz de um vice-presidente, referiu-se ao dia de hoje como um dia agridoce por causa do que fez de importante pela liberdade, mas também pelas ligações às FP25.

O Chega criticou Otelo Saraiva de Carvalho por ter tido um "papel perverso e destrutivo" no pós-25 de Abril, considerando que deveria "ter cumprido a sua pena numa prisão portuguesa" e nunca ter recebido um indulto.