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Caso EDP. Manuel Pinho diz que gestão do processo não é democrática

Foi esta sexta-feira interrogado como arguido.

Quatro anos depois, Manuel Pinho foi finalmente interrogado como arguido no âmbito do caso das rendas excessivas da EDP. É suspeito de vários crimes, entre os quais corrupção e branqueamento de capitais.

O ex-ministro da Economia entrou ao ataque à chegada ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal, onde era aguardado pelos magistrados do Ministério Público.

Pela primeira vez era interrogado como arguido, depois de três tentativas falhadas em 2017, 2018 e 2019.

O Ministério Público acredita que recebeu mais de 4 milhões e meio de euros como contrapartida de decisões que terão favorecido

o Grupo Espirito Santo e a EDP, enquanto ministro da Economia do Governo Sócrates, entre 2005 e 2009. Uma tese negada com veemência por parte do arguido.

Parte do dinheiro, de acordo com a investigação, terá sido paga em prestações de 15 mil euros por mês em duas contas offshore com sede na Suíça, uma das quais criada na mesma semana em que tomou posse como ministro.

Manuel Pinho, de 66 anos, é suspeito da prática de vários crimes, entre os quais corrupção, prevaricação, participação económica em negócios e branqueamento de capitais.

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