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Quatro anos depois da tragédia, volta a cair uma árvore de grande porte na Madeira

Em 2017, morreram 13 pessoas devido à queda de uma árvore no Largo da Fonte, no Monte.

Desta vez, uma mulher ficou ferida ao tentar desviar-se da árvore.

Uma árvore de grande porte caiu este domingo no largo da Fonte, no Monte, na Madeira na zona onde, em 2017, uma ocorrência semelhante provocou 13 mortes, nas festas do 15 de agosto, disse fonte dos bombeiros Sapadores do Funchal.

"Caiu uma árvore de grande porte no Largo da Fonte e uma senhora que se apercebeu da situação, tentou desviar-se, atirou-se, o que lhe provocou escoriações nos membros inferiores e na mão esquerda", acrescentou a mesma fonte.

A fonte dos bombeiros referiu ainda que a mulher que ficou ferida tem 45 anos e foi transportada para o Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, "consciente e orientada".

No local estão três viaturas dos Bombeiros Sapadores do Funchal, uma das quais pesada, além da Polícia de Segurança Pública, referiu.

A mesma fonte ainda mencionou que o alerta foi dado cerca das 15:15, por "um chefe da corporação que vive nas imediações daquele local na freguesia do Monte", nos arredores do Funchal.

Autarca pede apuramento de responsabilidades

O presidente da Câmara do Funchal considerou "surpreendente" o que aconteceu este domingo no Largo da Fonte, onde um galho de uma árvore de grande porte caiu, e anunciou que vai pedir o apuramento de responsabilidades.

"Hoje [domingo], no Largo da Fonte [centro da freguesia do Monte, nos arredores do Funchal], uma das árvores que existe ali, uma das pernadas dessa árvore caiu. Felizmente não atingiu ninguém", declarou à agência Lusa o autarca Miguel Silva Gouveia que se deslocou ao local após a ocorrência.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal adiantou que esta situação provocou "uma vítima que, numa deslocação mais rápida, quando estava a fugir do local, tropeçou e esfoliou-se num joelho".

O autarca complementou que, de acordo com as informações de que dispõe, "não é nada de grave e está em observação no Hospital do Funchal".

"Aquilo que aconteceu não deixa de ser surpreendente, particularmente quando falamos do Largo da Fonte, é uma das zonas cujo património arbóreo foi mais analisado, mais supervisionado nos últimos anos", realçou.

O responsável municipal salientou que, desde 2017 - quando caiu a árvore que matou 13 pessoas -, houve "várias entidades a aferir a saúde fitossanitária daquelas árvores".

"Tivemos muitas entidades a analisar sob diferentes perspetivas. Houve várias intervenções no sentido de dar segurança ao espaço, como o desbaste substancial das árvores, para tirar carga", mencionou Miguel Silva Gouveia.

O autarca salientou que a Câmara do Funchal "investiu centenas de milhares de euros" em "vários técnicos e peritos" e a "fazer análises que garantem que as árvores que estão ali, neste momento, estão com saúde".

Queda de árvore em 2017 coincidiu com os festejos da Assunção de Nossa Senhora

A 15 de agosto de 2017, no decorrer das cerimónias religiosas em honra da Assunção de Nossa Senhora, uma festa também conhecida pelo Dia da Nossa Senhora do Monte, a Padroeira da Madeira, num dos mais concorridos arraiais (festa popular) do arquipélago, uma árvore de grande porte, um carvalho com cerca de 150 anos, caiu sobre a multidão que aguardava a passagem da procissão.

Desta ocorrência resultaram 13 mortes e dezenas de feridos.

Esta situação deu origem a um processo judicial no âmbito do qual estão acusados a então vice-presidente da Câmara do Funchal, Idalina Perestrelo, responsável pelos pelouros do Ambiente Urbano, Espaços Verdes e Públicos, e o chefe da Divisão de Jardins e Espaços Verdes, Francisco Andrade.

Os dois estão pronunciados por 13 crimes de homicídio por negligência de que vinham acusados e de 24 de ofensas à integridade física por negligência.

Na leitura da decisão instrutória, a juíza de Instrução Criminal Susana Mão de Ferro, decidiu manter a decisão de não levar a julgamento o presidente da autarquia na altura da ocorrência, Paulo Cafôfo, que chegou a ser constituído também arguido.

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