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Procuradora-geral da República admite falta de meios no Ministério Público 

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Declarações surgem depois do diretor do DCIAP ter criticado o Governo 

A procuradora-geral da República admite que há falta de especialistas para apoiar as investigações.

Lucília Gago alinha assim no discurso do diretor do DCIAP, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal, que acusou o Governo de não investir no combate à corrupção.

Diretor do DCIAP queixa-se de falta de meios e de investimento no combate à corrupção

O responsável máximo do DCIAP queixa-se de falta de meios para investigar e acusa os responsáveis políticos de não investirem no combate à corrupção e à criminalidade económica.

A pressão sobre o Governo aumenta 48 horas depois de o diretor nacional da Polícia Judiciária ter admitido que espera do próximo Orçamento do Estado o maior investimento de sempre para o combate à corrupção e aos crimes económico-financeiros.

Agora é a vez do DCIAP, o órgão responsável pelas investigações mais complexas, como o Caso BES ou a Operação Marquês.

Dos quase 270 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência, na área da Justiça, menos de 0,4% serão investidos na Procuradoria-Geral da República e no DCIAP.

O diretor do DCIAP, Albano Pinto, avisa que a falta de meios compromete as investigações.

"Não tem meios, não tem assessores (...). É um departamento com mais de 20 anos, salvo erro, e nem sequer instalações tem", afirma e acrescenta: "É preciso irmos determinar e procurar o crime. Para isso são precisos peritos financeiros, económicos, informáticos".

São declarações do responsável máximo do DCIAP perante 40 magistrados e vários convidados da Autoridade Tributária.

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