O presidente do Chega, André Ventura, aceita, mas discorda da decisão da justiça. O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a condenação de André Ventura por segregação racial, num caso que envolveu uma família do bairro da Jamaica, no Seixal.
"O Supremo não olhou para o fundo da questão. Tratou-se de um recurso que não foi admitido e, por isso, termina esta história judicial com a decisão da relação, mas sem o supremo olhar para o fundo da questão", afirma.
"Aceito a decisão da justiça. Apesar de aceitar, continuo a entender que as afirmações que fiz no debate presidencial não foram racistas", acrescenta.
Em direto na SIC Notícias, André Ventura diz que não vai mudar a forma de fazer política independentemente das consequências.
Supremo confirma condenação de André Ventura por segregação racial
O Supremo Tribunal de Justiça confirmou, esta segunda-feira, a condenação de André Ventura por segregação racial, num caso que envolveu uma família do bairro da Jamaica, no Seixal.
André Ventura já tinha sido condenado noutras instâncias e recorreu para o Supremo, que não admitiu o recurso, fazendo com que a condenação tenha agora transitado em julgado.
No debate presidencial com Marcelo Rebelo de Sousa, André Ventura referiu-se a uma família do Bairro do Jamaica, com quem o Presidente tirou uma selfie, como um grupo de "bandidos".
A família processou Ventura e ganhou em todas as instâncias. O líder do Chega terá de pedir desculpas publicamente, tanto nas redes sociais como nos canais de televisão onde fez a difamação, como é o caso da SIC.
