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Urgências: comissão propõe harmonização dos valores pagos a médicos tarefeiros

Urgências: comissão propõe harmonização dos valores pagos a médicos tarefeiros

De acordo com o responsável pela comissão de acompanhamento, o que se passa atualmente é “um leilão de preços”.

A comissão de acompanhamento criada em resposta à crise nos serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia pretende uma harmonização dos valores pagos aos médicos tarefeiros nos hospitais, considerando que atualmente existe “um leilão de preços”.

“Pedimos às Administrações Regionais de Saúde todas que definissem os valores pagos aos tarefeiros, aos médicos prestadores de serviços, para o verão de 2022, para que houvesse uma maior harmonização e um planeamento mais a longo prazo destas situações”, disse Diogo Ayres de Campos, responsável pela comissão de acompanhamento.

De acordo com o médico, o que se passa atualmente é “um leilão de preços”, ou seja, cada hospital, de acordo com as necessidades que tem, vai oferecendo “preços muito variados”.

“Queremos que haja uma certa harmonização desses preços, que não sejam preços disparatados, mas que sejam pré-acordados e que façam com que as pessoas decidam” antecipadamente, explicou.

“Às vezes os prestadores de serviços decidem em cima dos acontecimentos, porque estão à espera de preços e assim impedia que essas decisões fossem feitas em cima do acontecimento e permitia planear com mais antecedência estas coisas”, exemplificou.

A comissão acordou também com a Direção-Geral da Saúde um plano para atualizar “algumas orientações clínicas” para o transporte de grávidas entre instituições.

A DGS será a entidade responsável pela elaboração do plano, a discutir com as ordens profissionais. Segundo o médico, hoje foi apenas acordado iniciar o processo: “Queremos sair com essas normas o mais rapidamente possível, mas não será esta semana”.

Nos últimos dias, vários serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia e bloco de partos de vários pontos do país tiveram de encerrar por determinados períodos ou funcionaram com limitações, devido à dificuldade dos hospitais em completarem as escalas de serviço de médicos especialistas.

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