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Vereadora da Câmara de Lisboa esclarece que pediu alteração sobre Jornada Mundial da Juventude

Vereadora da Câmara de Lisboa esclarece que pediu alteração sobre Jornada Mundial da Juventude

JMJLisboa2023 vai decorrer de 1 a 6 de agosto do próximo ano na zona do Parque das Nações, em Lisboa.

A vereadora da Câmara de Lisboa Laurinda Alves afirmou hoje que "não existe o pelouro da Jornada Mundial da Juventude" e disse que foi a seu pedido que foi alterada a delegação dessa competência no executivo municipal.

"Ninguém fica sem um pelouro que não existe e que nunca lhe foi dado, portanto não é possível retirar aquilo que nunca lhe foi dado. Não existe o pelouro da Jornada Mundial da Juventude, nunca existiu, não existirá", afirmou Laurinda Alves (independente eleita pela coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança).

A vereadora falava na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa no âmbito da discussão de um ofício da câmara para inclusão na ordem de trabalhos deste órgão deliberativo do município de duas propostas para aditamentos ao contrato-programa da empresa municipal Lisboa Ocidental SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana.

Essas propostas foram chumbadas na semana passada por esta assembleia, inclusive com a abstenção do PSD, e voltam a ser apresentadas para aprovação, com caráter de urgência, uma vez inclui obras na cidade, algumas com "urgência acrescida" porque têm impacto na realização da Jornada Mundial da Juventude 2023 (JMJLisboa2023).

Inclusão das propostas na ordem de trabalhos

Antes da aprovação da inclusão destas propostas na ordem de trabalhos, o deputado municipal Bruno Mascarenhas, do Chega, associou a destituição da vereadora Laurinda Alves da função de organização e preparação da JMJLisboa2023, que passou a ser competência do vice-presidente da Câmara de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia (CDS-PP), para considerar que "não há assim tanta pressa quanto isso" do executivo camarário para a aprovação das propostas sobre a empresa Lisboa Ocidental SRU.

Em resposta, Laurinda Alves explicou que "havia uma competência que estava concentrada numa vereadora nestes primeiros nove meses", referindo-se à organização e preparação da JMJLisboa2023, e revelou que foi a própria que pediu, "insistentemente, que a equipa fosse reforçada, transversalizada para todos os vereadores", e que fosse o vice-presidente, que tem o pelouro das Finanças, a assumir a coordenação.

Procurando "só desfazer este equívoco" de que foi afastada da competência sobre a JMJLisboa2023, a vereadora disse ainda que "há pessoas que seguem muito os jornalistas e pessoas que usam muito certo jornalismo para fazer desinformação".

A inclusão das propostas para aditamentos ao contrato-programa da empresa municipal Lisboa Ocidental SRU foi aprovada com os votos contra do BE, Livre, PEV, PCP, Chega, deputados independentes eleitos pela coligação PS/Livre e deputado do PS Rui Paulo Figueiredo, a abstenção do PS, PAN, IL, e os votos a favor do PSD, MPT, PPM, Aliança e CDS-PP, tendo sido inserida como o último ponto da ordem de trabalhos da reunião da assembleia municipal, com a ressalva de poder passar uma outra reunião extraordinária.

Alteração da delegação de competências na coordenação

Na semana passada, o presidente da Câmara de Lisboa decidiu alterar a delegação de competências na coordenação da Jornada Mundial da Juventude, retirando essa competência da alçada da vereadora Laurinda Alves para a atribuir ao vice-presidente do executivo municipal, Filipe Anacoreta Correia (CDS-PP).

Num despacho assinado em 18 de julho e publicado três dias depois no Boletim Municipal, Carlos Moedas delegou no vice-presidente as competências de coordenação geral de todas as atividades municipais destinadas à organização e realização do evento, "em estreita articulação com a vereadora Laurinda Alves, nomeadamente na dinamização da promoção da participação no evento".

Fonte do gabinete do presidente da câmara disse à Lusa que "não é um afastamento da vereadora Laurinda Alves" da organização da JMJLisboa2023, mas sim um reforço da equipa, para uma "colaboração mais alargada" de todos os vereadores com pelouro, "dada a importância e a dimensão deste evento", no sentido de trabalhar para que "tudo aconteça da melhor maneira".

Após essa notícia, o PS e o BE manifestaram preocupação com a decisão relativa a Laurinda Alves e a forma como está a ser assegurada a organização da JMJLisboa2023 por parte da Câmara de Lisboa.

A JMJLisboa2023 vai decorrer de 1 a 6 de agosto do próximo ano na zona do Parque das Nações, em Lisboa, abrangendo também parte de território do concelho de Loures, num evento que conta com a presença do Papa Francisco e no qual são esperados mais de um milhão de jovens de todo o mundo.

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