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"Bonnie & Clyde" portugueses presentes a tribunal em Madrid

"Bonnie & Clyde" portugueses presentes a tribunal em Madrid
(Guardia Civil)
São suspeitos de uma onde de assaltos em Espanha e Portugal.

O casal português detido em Zamora por suspeita de uma onda de assaltos à mão armada em postos de abastecimento em Espanha e Portugal, além de outros crimes, foram hoje presentes a tribunal em Madrid, noticia a Efe.

Os detidos, um homem de 42 anos e uma mulher de 40 anos, conhecidos como os "Bonnie & Clyde" portugueses, foram presentes ao tribunal - Audiência Nacional, com sede em Madrid - na sequência do mandado de busca e detenção emitido por Portugal.

Agentes da polícia espanhola e o subdelegado do Governo em Zamora, Angel Blanco, revelaram hoje em conferência de imprensa que o casal foi transferido hoje da Esquadra Provincial de Zamora da Polícia Nacional para Madrid.

Na Audiência Nacional está a ser tratado o despacho internacional emitido pela Interpol pelos assaltos cometidos em Portugal, um despacho que, em princípio, não inclui o triplo homicídio em Bragança, um crime de que também são suspeitos.

Os detidos assaltaram alegadamente nas últimas semanas postos de abastecimento e estabelecimentos comerciais espanhóis, em Sevilha, Badajoz e Toledo, na maioria dos casos com o mesmo modus operandi, intimidando os funcionários com uma arma e com uma faca.

O casal também é suspeito de ter roubado um veículo com ameaça de arma, na passada quarta-feira, no distrito madrileno de Moncloa.

Em Espanha, a Polícia Nacional atribui-lhes um assalto à mão armada num posto de gasolina em Badajoz e o roubo também com violência e intimidação do veículo em Madrid, refere a agência de notícias Efe.

A Guarda Civil instruiu ainda processos por outros assaltos nas províncias de Sevilha, Badajoz e Toledo cometidos desde o dia 28 de julho, quando o casal de fugitivos atravessou a fronteira de Ayamonte depois de ter assaltado outro posto de combustível em Faro (Portugal) e ter cometido anteriormente outros três roubos no Algarve.

Espera-se que hoje os magistrados do tribunal registem declarações dos detidos antes de decidirem se vão ordenar o seu regresso à prisão pelos crimes pelos quais são procurados em Portugal.

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