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Covid-19: Governo anuncia fim do uso obrigatório de máscara nos transportes e farmácias

Covid-19: Governo anuncia fim do uso obrigatório de máscara nos transportes e farmácias
RODRIGO ANTUNES/Lusa

A máscara continuará a ser obrigatória apenas nos hospitais e em lares de idosos.

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O Governo reuniu esta quinta-feira e decidiu prolongar a situação de alerta até às 23:59 do dia 30 de setembro, mas a máscara vai deixa de ser obrigatória, nomeadamente nos transportes coletivos de passageiro - incluindo o transporte aéreo e táxis ou TVDE, anunciou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Tendo em conta a "manutenção da evolução favorável, tendência estável do número de casos, tendência controlada de utilização dos cuidados de saúde e também a informação cientifica da qual vamos dispondo, [o Governo] entendeu ser adequado dispensar a obrigatoriedade de utilização de máscaras ou viseiras em transportes coletivos de passageiros, incluindo o aéreo, e também no transporte de passageiros em táxis ou TVDE, bem como nas farmácias de venda ao público e noutros locais (...)", especificou a ministra da Saúde, Marta Temido.

Mantém-se, portanto, "a obrigatoriedade da utilização das máscara [apenas] na frequência de estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde e estruturas residenciais para idosos", acrescentou.

Quanto ao que está previsto pelo Governo para "os próximos tempos em relação à covid-19", a ministra disse que está neste momento, e até 31 de agosto, para auscultação o documento Linhas Orientadoras para a Covid-19 e outras infeções por vírus respiratório, no qual consta a "estratégica para o outono/inverno 22/23".

Trata-se, acrescentou, de uma "abordagem semelhante aos anos transatos, embora muito mais simples porque hoje já há alguma normalidade na forma como lidamos com a covid-19, mesmo num quadro de combinação com outras infeções por vírus respiratórios".

As medidas que nele constam serão conhecidas dia 2 de setembro, indicou Marta Temido, numa conferência de imprensa, na qual estarão presentes o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, bem como a diretora-geral da Saúde. Nesta circunstância saberemos as "linhas gerais deste plano e, sobretudo, a estratégia específica relativamente à vacinação".

A ministra da Saúde vincou ainda que a vacinação continua a ser "a medida farmacologia mais eficaz para combater o vírus SARS-CoV-2, a arma mais eficaz e, portanto, aquilo que se mantém como planeamento é o início da campanha de vacinação combinada - covid e gripe - na semana que se inicia a 5 de setembro".

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A ministra disse ainda que se prevê que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) emita um parecer no dia 1 de setembro a propósito utilização de vacinas combinadas contra a covid-19 e a gripe e que, a confirmar-se, Portugal começa a receber os primeiros lotes no decorrer dessa semana.

"Estamos a trabalhar nesse contexto e no sentido de que a resposta seja sobretudo destinada à proteção da população mais vulnerável, num contexto em que antecipamos um aumento da procura dos serviços de saúde", concluiu.

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