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Mortalidade materna: 198 grávidas morreram entre 2001 e 2018

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Autores do estudo alertam, que não há razoes que justifiquem alarmismo.

O relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre mortalidade materna, entregue esta sexta-feira no Parlamento, aponta um aumento da mortalidade materna. A idade cada vez mais avançada da mulher na gravidez é uma das explicações apontadas. Os autores do estudo alertam, no entanto, que não há razoes que justifiquem alarmismo.

Foi preciso esperar dois anos e meio para que a DGS tornasse o relatório público. Foi enviado esta sexta-feira ao Parlamento, depois dos deputados voltarem a reclamar a divulgação do documento que havia sido prometido por Graça Freitas em Julho.

O relatório indica que, entre 2017 e 2018, houve 26 mortes maternas. Entre 2001 e 2018 morreram 198 mulheres por complicações durante a gravidez ou até 42 dias após o parto - são mais 78 mortes do que os números avançados pelo Instituto Nacional de Estatística, que contabilizou 120 óbitos.

De acordo com os autores do relatório, esta discrepância acontece porque os dados são difíceis de obter com rigor e, por isso, estão subestimados. Uma realidade que não acontece só em Portugal, mas em todo o mundo.

À SIC, Manuel Carmo Gomes realça que este facto prova que não existirem razões para o alarmismo que se gerou. Ainda assim, os dados mostram que a mortalidade materna tem vindo a crescer.

O facto das mulheres serem mães numa idade cada vez mais avançada, existirem mais mulheres jovens com patologias complexas a chegar à idade fértil e o recurso cada vez maior a técnicas de procriação medicamente assistida são razões que ajudam a explicar o aumento de mortes

Ainda assim, o risco de morte nas mulheres mais velhas tem vindo a diminuir e as mortes que ocorreram em mulheres com menos de 35 anos estiveram quase sempre associadas a doenças graves. Já no caso das mulheres mais velhas, as mortes aconteceram sobretudo depois do parto.

A DGS indica ainda que um quarto das mortes maternas em Portugal foram de mulheres oriundas dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

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