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Mortalidade materna: relatório da DGS de 2017 já denunciava falta de recursos humanos

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A falta de recursos humanos nos serviços de obstetrícia é um problema reconhecido, pelo menos, desde 2017.

A divulgação de um relatório com dados referentes a 2017 e 2018 vem denunciar a crescente taxa de mortalidade materna em Portugal, com conclusões e melhorias a serem feitas nos serviços de obstetrícia.

O relatório também pedia a criação de uma comissão para acompanhar casos problemáticos.

A taxa de mortalidade materna atingiu um novo máximo em 2020, o nível mais alto dos últimos 38 anos. No entanto, foi em 2017 que a tendência começou a ser crescente, como comprova o relatório da DGS.

Em junho deste ano, o Governo criou uma comissão com seis pessoas para resolver a crise nas urgências de obstetrícia. O grupo é liderado por Diogo Ayres-de-Campos, que já tinha denunciado a falta de obstetras no SNS.

Em julho, os deputados do PSD, devido a ausência da divulgação deste relatório, exigiram a divulgação pública urgente. Graça Freitas, pediu uns dias para o enviar, mas só esta sexta-feira, passados dois meses é que o relatório chegou à Assembleia da República.

O Bloco de Esquerda já veio questionar o Governo sobre os dados constantes da mortalidade materna. Os bloquistas querem saber se ainda está a ser garantido apoio de psiquiatria, psicologia ou assistente social sempre que necessário, tal como sugerido no relatório.

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