País

Câmara de Lisboa trava aumento de preços da habitação municipal durante 2023

Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
RODRIGO ANTUNES

O presidente da Câmara de Lisboa estima que “cerca de 21 mil famílias” possam beneficiar dessa medida.

O presidente da Câmara de Lisboa defendeu esta quarta-feira o não aumento dos preços da habitação municipal, inclusive do arrendamento apoiado e da renda acessível, durante 2023, medida que pretende responder à inflação e que beneficiará "cerca de 21 mil famílias".

"Não nos podemos esquecer que a Câmara Municipal de Lisboa é o maior senhorio do país. O que queremos com esta medida é dar às pessoas a garantia de que as rendas das suas casas não vão sofrer qualquer aumento durante o próximo ano", afirmou Carlos Moedas (PSD), em declarações à agência Lusa.

A proposta de não aumentar as rendas de habitação municipal foi anunciada na terça-feira pelo presidente da Câmara de Lisboa, numa entrevista ao canal de televisão CMTV, a qual, depois, partilhou nas suas redes sociais, com a mensagem de que "combater a inflação é estar ao lado das famílias".

"Penso que esta proposta procura transmitir ao máximo uma mensagem de apoio e segurança num momento difícil, de grande instabilidade e receio por parte de uma larga maioria da população", referiu à Lusa o autarca de Lisboa, explicando que o não aumento das renda de habitação municipal é uma questão de justiça social, representando "menos um motivo de preocupação para tantas famílias que sentem o medo e o receio pelo aumento acentuado dos preços a todos os níveis".

Carlos Moedas realçou que a Câmara de Lisboa, à semelhança de "muitas outras autarquias deste país", vai estar na linha da frente do apoio aos que mais necessitam.

Relativamente à medida na área da habitação municipal, o social-democrata disse que "é um sinal muito importante para a cidade", de que todos os inquilinos residenciais da Câmara Municipal de Lisboa, inclusive dos programas de arrendamento apoiado e de renda acessível, não vão sofrer qualquer subida de preços.

"Estamos a falar de um universo total de cerca de 21 mil famílias que vão beneficiar desta medida", revelou.

Antes do anúncio de Carlos Moedas, o movimento político Cidadãos por Lisboa, que conta com uma eleita no executivo municipal, a vereadora Paula Marques (eleita pela coligação PS/Livre), defendeu, na sexta-feira, que a câmara não deve transpor a inflação geral para as rendas municipais, mas sim recusar a atualização anual do valor da habitação, que aponta para "uma subida de 5,4%"."Se os salários não acompanham a inflação, por que razão a acompanham as rendas?", questionou o movimento Cidadãos por Lisboa, lançando o repto para que as rendas municipais não fossem aumentadas no próximo ano.

Para combater a inflação, além desta medida na habitação municipal, Carlos Moedas destacou a gratuitidade nos transportes públicos para jovens e idosos residentes em Lisboa, que permite "ajudar de forma universal muitas famílias".

"Queremos fazer mais. Temos em estudo mais hipóteses de apoios, mas teremos tempo para as apresentar e consolidar como é o caso dos cuidados de saúde para os mais idosos", assegurou o autarca de Lisboa.

Últimas Notícias
Mais Vistos