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Tomada de posse de Pizarro: as declarações do ministro, António Costa e Marta Temido

Manuel Pizarro, ministro da Saúde
Manuel Pizarro, ministro da Saúde
MÁRIO CRUZ

António Costa admite que Pizarro reúne as condições para responder aos problemas do setor. Marta Temido assume responsabilidades.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dá este sábado posse ao novo ministro da Saúde, Manuel Francisco Pizarro, no Palácio de Belém. A cerimónia conta com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

“Abraço este desafio muito exigente e com muita determinação e muita vontade de trabalhar em prol da saúde dos portugueses e da defesa do SNS”, afirma o ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

Questionado sobre a falta de meios no setor, Pizarro referiu que "serão sempre necessários mais meios e é também muito importante utilizar da forma mais eficaz possível os meios" existentes.

Interrogado sobre as declarações do bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, que elogiou esta sexta-feira a sua nomeação, Pizarro mostrou-se satisfeito.

"Sou médico de profissão, praticando medicina há mais de 30 anos e só posso ficar satisfeito pelo facto do bastonário da minha ordem profissional ter acolhido de forma favorável a minha nomeação. Quanto ao resto, vamos ver o que acontece no futuro", afirmou.

Já sobre se está confortável com o novo Estatuto do SNS, Pizarro respondeu: "Se não me sentisse confortável não poderia tomar hoje posse neste lugar".

O novo ministro remeteu para os "próximos dias" a nomeação dos secretários de Estado.

O primeiro-ministro agradeceu o empenho de Marta Temido, num período “excecionalmente difícil para todos e, em particular para quem teve de liderar a pasta da Saúde”.

António Costa agradeceu também a “disponibilidade” de Manuel Pizarro, para regressar a Portugal e ao Ministério da Saúde.

O chefe do executivo defende que Manuel Pizarro reúne todas as condições para “prosseguir a execução do programa do Governo, dar continuidade às reformas que estão em curso e prosseguir esta terra de reforço do SNS”.

À saída, Marta Temida é questionada sobre os motivos da sua demissão, referindo-se ao caos nas urgências e ao caso da grávida que morreu depois de se ter deslocado às urgências do Hospital de Santa Maria.

“Era um episódio de uma gravidade tal que era necessário que houvesse uma responsabilização”, adianta a antiga ministra da Saúde.

Marta Temido confirma que vai assumir o lugar de deputada pelo PS na Assembleia da República.

“A política não é necessariamente só um exercício que se faça no palco ou na exposição, é um exercício de cidadania (…) E eu tenho a política dentro de mim”.

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