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Novo ano letivo, mesmo problema: faltam professores nas escolas

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Estima-se que cerca de 2 mil professores se vão aposentar.

O ano letivo começa esta semana e os professores continuam a faltar nas escolas. Os pais e dirigentes escolares acreditam que a curto prazo, as medidas do Ministério da Educação possam ajudar nas colocações, mas receiam uma situação que os diretores consideram estrutural.

O ministro da Educação que não estranha a falha recorrente, garante que após a segunda reserva de recrutamento, que não era tão baixa desde 2019, os horários por preencher diminuíram 50%.

Entre as novidades na preparação do ano letivo, está a possibilidade de as escolas completarem horários e a revisão das habilitações próprias, que passa por incluir os cursos pós-Bolonha, sem formação em ensino, mas que cumpram as exigências científicas.

A grande preocupação dos pais é recuperar as aprendizagens, num ano em que se estima que cerca de 2 mil professores se vão aposentar e que se antecipam baixas médicas, com o regime de mobilidade por doença a diminuir para metade os pedidos aceites pelo Ministério da Educação.

Outro problema estrutural é a profissão ter-se tornado pouco atrativa, fazendo com que haja pouca procura por mestrados que dão acesso à carreira docente.

As escolas têm neste momento cerca de 97% dos docentes colocados, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo ministro da Educação, que aponta para cerca de 60 mil alunos com falta de pelo menos um professor.

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