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Pedro Nuno Santos responde a Cavaco Silva

Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.
Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.
RODRIGO ANTUNES

Esta reposta do ministro das Infraestruturas surge depois do ex-Presidente ter escrito que o ministro devia ter saído do Governo na sequência do despacho sobre o novo aeroporto de Lisboa.

O ministro das Infraestruturas considerou as críticas injustas de Cavaco Silva ao Governo, referindo que o PS colocou Portugal a crescer dentro da média europeia e responsabiliza o antigo Presidente da República pelos atrasos na reforma da ferrovia.

"O ex-Presidente da República, no seu artigo, esqueceu-se de referir que, durante os governos do Partido Socialista, Portugal tem convergido com a média da União Europeia e não temos estado a ficar para trás", disse Pedro Nuno Santos aos jornalistas, quando questionado sobre o artigo de Aníbal Cavaco Silva publicado hoje no jornal Público.

No artigo, o antigo Presidente da República defendeu que o ministro das Infraestruturas devia ser demitido, o que levou Pedro Nuno Santos a afirmar que "é uma injustiça".

"A única exigência dele é a de que se façam reformas. Depois de, na segunda metade da década de 80 e primeira metade da década de 90 [quando Cavaco Silva foi primeiro-ministro] se ter abandonado e desinvestido na ferrovia, nós hoje estamos a fazer uma profunda reforma estrutural na mobilidade, apontando e dando novamente centralidade à ferrovia", justificou.

"Essa é uma reforma importante para recuperar anos de atraso e esses 10 anos, entre a segunda metade da década de 80 e a primeira metade da década de 90, foram tremendamente negativas para a ferrovia", sublinhou o governante.

Opinião de Cavaco Silva

Aníbal Cavaco Silva, defendeu que o primeiro-ministro e o Governo devem sair "da situação de imobilismo" para realizarem as reformas decisivas e colocar a economia portuguesa numa trajetória de crescimento sustentável.

O antigo chefe de Estado lembrou que, em abril, tinha estimado que "ao fim de seis meses de vida do Governo de maioria absoluta do PS, talvez já existisse informação objetiva que possibilitasse uma avaliação da sua coragem política para fazer as reformas decisivas para colocar a economia portuguesa numa trajetória de crescimento sustentável superior à dos países da União Europeia nossos concorrentes".

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