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Mobilidade por doença é tema demasiado grave para morrer, alerta sindicato dos professor

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Morreu a professora com cancro que foi colocada a mais de 200 quilómetros de casa.

Uma professora, que há doze anos lutava contra o cancro, morreu há uma semana. Estava entre os milhares de professores a quem foi negada mobilidade por doença.

Josefa Marques há muito que lutava contra um cancro da mama. Morreu a 23 de setembro, aos 51 anos, na sequência de um derrame cerebral.

Era professora do ensino básico no agrupamento de escolas de Almeida, concelho do distrito da Guarda. Era ali que vivia e tinha apoio familiar. Pediu mobilidade para ficar perto de casa mas foi atirada para Oleiros – a mais de 200 quilómetros da residência.

Este ano letivo, as regras mudaram e o agrupamento de escolas Almeida passou de 14 professores em mobilidade por doença para apenas dois. Proporção que reflete o país de mais de 2.000 docentes que ficaram para trás.

No caso concreto de Josefa Marques, o Ministério da Educação já veio a público dizer que a colocação em Oleiros ou noutro ponto do país seria indiferente, dada a incapacidade absoluta para dar aulas. Nada que demova a FENPROF de lutar pela reversão do modelo em vigor.

Na mobilização de professores da próxima semana em Lisboa, será feita uma homenagem simbólica à professora de Almeida. Diz o Sindicato de Professores da Região Centro que o tema da mobilidade por doença é demasiado grave para morrer.

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