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Cientista portuguesa recebe financiamento para investigar a origem das doenças autoimunes

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Salomé Pinho é a única investigadora portuguesa que vai receber um apoio de 10 milhões de euros atribuído pelo Conselho Europeu de Investigação.

A investigadora Salomé Pinho da Universidade do Porto é a única portuguesa entre os 29 projetos europeus que vão receber um financiamento de 10 milhões de euros para investigar a origem das doenças autoimunes.

O sistema imunitário humano é um escudo que protege dos "invasores" e elimina os agentes patogénicos. Mas, por vezes, este mecanismo falha, reage de forma descontrolada e são as nossas próprias células que nos atacam, dando origem a uma doença autoimune.

Salomé Pinho, investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), da Universidade do Porto, quer descobrir a origem destas doenças e o que causa a perda de tolerância imunológica.

A investigação aponta o foco aos glicanos, uma família de açúcares que cobre todas as células, estes açúcares podem ser o click para o desenvolvimento de doenças, sobretudo nos linfócitos B, a principal fábrica de anticorpos do organismo

Em doentes que podem desenvolver artrite reumatoide, que afeta 4% da população mundial, estes linfócitos estão alterados

A investigadora explica que "estes linfócitos B começam a aparecer com um carboidrato diferente e isto foi identificado nos indivíduos que vão desenvolver artrite reumatoide, é como uma assinatura única".

Existem mais de uma centena de doenças autoimunes e a incidência está a aumentar, a causa ainda é desconhecida e grande parte não tem cura. Assim, a cientista quer compreender os mecanismos que provocam falhas na resposta inflamatória e a perda de imunidade, de forma a prevenir e atuar antes dos sintomas aparecerem.

"Queremos identificar o porquê, como, quando e onde é que acontece esta modificação do açúcar e traduzir num biomarcador para antes de sintomas e desenvolver um alvo terapêutico", explica a investigadora do I3S.

A investigação de Salomé Pinho integra um dos 29 projetos europeus que vão receber um financiamento de 10 milhões de euros atribuído pelo Conselho Europeu de Investigação. É a 3.ª vez que esta bolsa é a atribuída a um cientista português.

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