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“Não vamos aceitar que o Governo divida os profissionais da enfermagem"

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Sindicatos dos enfermeiros e o Executivo estão reunidos para abordar várias reivindicações dos profissionais.

Os sindicatos dos enfermeiros e o Governo retomaram esta quarta-feira as negociações sobre a valorização das carreiras. As estruturas sindicais esperam que as alterações ainda sejam contempladas no Orçamento do Estado de 2023.

O processo negocial entre o Governo e os sindicatos dos enfermeiros só terá fim à vista a dois de novembro. As reivindicações dos profissionais de saúde são várias e vão desde a contagem de pontos à reposição de salários.

Contudo, ao longo desta quarta-feira, os seis sindicatos da classe abordam a proposta de diploma do ministério de Saúde, apresentado pelo secretário de Estado Ricardo Mestre aos sindicato, mas ainda existem divergências.

José Carlos Martins, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, afirma que um enfermeiro recém-licenciado aufere o mesmo que alguns profissionais com largos anos de carreira, o que para o próprio é inaceitável. Refere que é imperativo que exista uma diferença salarial baseada nos anos de serviço.

Já Pedro Costa, do Sindicato dos Enfermeiros, esclarece que os profissionais não vão aceitar qualquer divisão promovida pelo Governo entre enfermeiros mais e menos qualificados.

“Nós não vamos aceitar que o Governo divida os profissionais da enfermagem, nomeadamente os enfermeiros mais qualificados e os menos qualificados, prejudicando aqueles que são mais qualificados. Isto é claramente imoral”, declara Pedro Costa.

Aponta ainda que o Governo permite que profissionais com menos qualificação ganhem mais do que os com maior qualificação.

Relativamente à correta contagem dos pontos das carreiras dos enfermeiros, Fernando Parreira, do Sindicato Independente de Profissionais de Enfermagem, afirma que é essencial “harmonizar” este processo.

“O que está aqui em causa é harmonizar isto para toda a profissão, porque há enfermeiro que ao progredirem na carreira para especialista, ficaram entre índices não foram para nenhum índice da carreira e ficam sem pontos. Ou seja, se nós estamos a negociar um diploma em que se contabilizem todos os pontos na passagem para a carreira de enfermagem temos de abranger todos os enfermeiros e não só uma parte”, vincou Fernando Parreira.

Os enfermeiros esperam que o impacto financeiro das medidas acordadas com o Governo ainda possa ser contemplado no Orçamento do Estado para 2023.

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