Os professores vão juntar-se à greve da Função Pública a 18 de novembro. Continuam a queixar-se sobre a progressão nas carreiras, da passividade do Governo em relação à falta de docentes nas escolas e da perda do poder de compra.
Num comunicado divulgado no site, a Fenprof começa por dizer que o projeto de revisão do regime de concursos apresentado pelo Ministério da Educação é “inaceitável”. O sindicato considera que o objetivo do Governo é obrigar os professores que estão longe de casa a fixar-se nas regiões onde foram colocados.
“É absolutamente reprovável”, lamenta.
Com a inflação a atingir dos valores mais altos de sempre, a maior federação de sindicatos de professores do país quer aumentos salariais superiores ao plano apresentado pelo Governo.
“A manter-se a proposta do Governo, vão perder mais 9% em 2022 e mais 3% em 2023 do seu poder de compra, a somar aos 20% que perderam nos últimos 10 anos”, lê-se no comunicado.
Uma situação que, diz a Fenprof, será cada vez mais insustentável, lembrando que os professores são dos profissionais da administração pública “que mais despesa têm com a sua profissão”.
O sindicato também se queixa dos horários, sobrecarregados muitas vezes por causa da falta de docentes.
A greve nacional da Função Pública está marcada para dia 18 deste mês, uma semana antes da votação final do Orçamento do Estado para 2023.
O ministro da Educação, João Costa, garante respeitar as posturas dos sindicatos e o direito às formas de luta, mas explica que “o que interessa” é continuar a trabalhar para chegar “aos acordos possíveis”.
Já a ministra do Ensino Superior mostrou-se “surpresa” e “perplexa” pelos professores terem decidido marcar greve quando já se deram início às discussões sobre uma eventual negociação entre sindicatos e Governo.