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PSP participa às autoridades agentes expostos em investigação da SIC

PSP participa às autoridades agentes expostos em investigação da SIC
Horacio Villalobos

A autoridade policial sublinha que as atitudes denunciadas não “caracterizam o universo dos polícias da PSP”.

A Polícia de Segurança Publica (PSP) vai participar às autoridades judiciais os indícios denunciados na Grande Reportagem, emitida esta quarta-feira na SIC.

“A PSP irá participar às autoridades judiciais competentes os indícios referidos no artigo e peça jornalística em questão”, anunciam num comunicado enviado às redações.

A autoridade policial sublinha que as atitudes denunciadas não “caracterizam o universo dos polícias da PSP”. Defende que a melhor forma de combater as condenáveis tendências e desvios racistas, xenófobos ou incitadores do ódio é atuar e responsabilizar os seus autores” e “não formular generalizações que afetem negativamente a imagem e a reputação de uma Instituição e dos seus polícias”.

Reconhece, no entanto, que foram instaurados procedimentos disciplinares por indícios “da prática de comportamentos racistas, xenófobos ou de incitamento ao ódio, no desempenho de funções ou por comentários censuráveis nas redes sociais”. Nos últimos três anos “há a registar seis condenações disciplinares e nove processos disciplinares em instrução”.

“A PSP sempre que toma conhecimento e reúne indícios concretos de práticas, atitudes, afirmações, comportamentos xenófobos, racistas ou de incitamento ao ódio, comunica-os às entidades judiciais competentes”, pode ainda ler-se.

O Ministério da Administração Interna também reagiu às denúncias feitas, anunciando que será aberto um inquérito à veracidade das notícias que referem a publicação, por agentes das forças de Segurança, de mensagens nas redes sociais com conteúdo discriminatório e que incitam ao ódio, foi esta quarta-feira divulgado.

Veja abaixo a Grande Reportagem “Quando o ódio veste farda” na íntegra.

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Na reportagem são apresentados diversos casos de publicações como: "Procura-se sniper com experiência em ministros e presidentes, políticos corruptos e gestores danosos", diz o texto sobre a imagem do cano de uma espingarda que um militar da GNR de Vendas Novas publicado no Facebook.

"Enquanto não limparem um ou dois políticos, não fazem nada...", sugere um militar da GNR de Setúbal no grupo fechado Colegas GNR.

Todos os agentes e militares da PSP e da GNR que escreveram estas frases nas redes sociais estão no ativo.

"Muitos deles usam o seu nome verdadeiro e os seus perfis pessoais para fazer ameaças e praticar uma longa lista de crimes públicos, bem como dezenas de infrações muito graves aos seus códigos de conduta e estatuto profissional", prossegue.

O ministro da Administração Interna afirma ainda que "estas alegadas mensagens, que incluem juízos ofensivos da honra ou consideração de determinadas pessoas, são de extrema gravidade e justificam o caráter prioritário do inquérito agora determinado à IGAI".

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