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Carlos Costa relata chamada de António Costa "muito curta", num tom "irritado" e "agreste".

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O ex-governador do Banco de Portugal reafirmou as acusações ao primeiro-ministro sobre alegadas pressões por parte de António Costa para não retirar Isabel dos Santos do BIC.

O ex-governador do Banco de Portugal não retira uma vírgula ao que disse sobre o telefonema de António Costa a propósito de Isabel dos Santos. Fala de uma chamada telefónica "muito curta", num tom "irritado" e "agreste".

Carlos Costa diz que a mensagem que recebeu do primeiro-ministro depois da publicação do livro dá a entender que a idoneidade dos banqueiros pode ser usada como moeda de troca para outras negociações.

"Raramente na minha vida recebi um telefonema tão agreste"

Telefonema agreste de António Costa, primeiro-ministro, a Carlos Costa, 2 horas depois de o, na altura, governador do Banco de Portugal se ter reunido com Isabel dos Santos.

Carlos Costa comunicou a Isabel dos Santos e a Fernando Teles, que, apesar de serem acionistas do BIC, não tinham idoneidade para serem administradores do banco.

António Costa não gostou de ver o telefonema detalhado no livro de memórias do ex-governador do Banco de Portugal e vai recorrer à Justiça.

Horas depois da entrevista, o primeiro-ministro esteve do Cartaxo. Não quis responder e, à entrada, uma assessora local agarrou a jornalista da SIC.

No palanque, Costa respondeu genericamente. Confiança, sinónimo de idoneidade, a mesma que o Banco de Portugal não quis reconhecer a Isabel dos Santos. Carlos Costa diz que a História veio provar que tinha razão.

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