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Violência doméstica: António Costa reforça apelo "ao fim do silêncio e da indiferença”

Violência doméstica: António Costa reforça apelo "ao fim do silêncio e da indiferença”
Geert Vanden Wijngaert/ AP
No Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, o primeiro-ministro anuncia reitera apelo e anuncia reforço de verbas no OE 2023 para a para “o apoio a todas as vítimas”.

Por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que hoje se assinala, a Polícia de Segurança Pública (PSP) divulgou números a ter em conta. Desde o início do ano, a PSP deteve 802 pessoas e deram entrada 13.285 queixas pelo crime de violência doméstica, um aumento de 35% e 6,3% respetivamente e comparado com a média dos cinco anos anteriores.

Através do Twitter, o primeiro-ministro António Costa reitera que “o apelo ao fim do silêncio de quem sofre agressões e ao fim da indiferença dos que as detetem. E repito o apelo a toda a comunidade a que se indigne perante qualquer tipo de violência”.

“Reafirmo a prioridade do @govpt no combate a este flagelo da violência doméstica. No #OE2023 haverá um reforço de verbas para a criação de mais estruturas de apoio, mais respostas especializadas e novas valências para o apoio a todas as vítimas”, escreveu o chefe do Governo.

António Costa sublinha ainda que “todo e qualquer ato de agressão ou violência contra as mulheres é bárbaro, inaceitável e uma das mais cobardes atitudes entre seres humanos. Uma mulher ou uma rapariga agredida é toda uma sociedade ferida”.

A PSP precisa que a violência psicológica é a mais denunciada, tendo representado no ano passado 96% das queixas, seguida da violência física, e a maioria das vítimas (80%) são mulheres.

Além disso, a polícia revela que até ao fim de outubro foram apreendidas 279 armas, 115 das quais brancas e 111 de fogo, esclarecendo que estas armas, ainda que não tenham sido empregues na concretização do crime, foram referenciadas na avaliação de risco realizada pela polícia e cautelarmente apreendidas.

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