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Fraude fiscal em Portugal: metade dos arguidos libertados

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Apresentadora de televisão e marido estão entre os suspeitos.

Oito dos 14 arguidos da Operação Almirante foram libertados e apenas cinco aceitaram prestar declarações em tribunal. Entre eles está a antiga apresentadora de televisão, Ana Lúcia Matos.

A antiga apresentadora Ana Lúcia Matos foi detida na terça-feira na herdade da Aroeira, na margem Sul, 24 horas depois de ter chegado do Dubai.

Presente ao juiz de instrução, Ana Lúcia Matos aceitou prestar declarações e negou qualquer envolvimento na alegada rede criminosa investigada por indício de fuga aos impostos, através de empresas fictícias.

É suspeita de movimentar uma conta bancária de uma empresa controlada pelo companheiro Max Cardoso, a Numbers Station, que durante dois anos terá ficado com 2 milhões de euros em IVA e IRC não pagos, revela o Jornal de Notícias.

Na conta pessoal do Instagram, a apresentadora de televisão não escondia a vida de luxo que tinha, entre Paris e o Dubai. Ana Lúcia Matos já foi presente a primeiro interrogatório judicial, após ter sido detida esta terça-feira, com mais 13 suspeitos, no âmbito de uma das maiores operações de combate à fraude fiscal na Europa de que há memória.

A investigação à atividade fraudulenta que deu corpo à Operação foi coordenada pela Procuradoria Europeia (EPPO, na sigla em inglês) e teve a sua origem em Portugal, onde terá sido responsável por dezenas de milhões de euros de fraude.

A operação policial em território nacional foi executada pela Polícia Judiciária, envolvendo cerca de 250 elementos de diversos departamentos, 35 elementos da Autoridade Tributária, além de um magistrado judicial, um procurador europeu e dois procuradores Europeus Delegados Portugueses.

"Procedeu-se ainda ao arresto judicial de cerca de 50 viaturas, 47 propriedades e cerca de 600 contas bancárias nacionais", sublinhou a PJ em comunicado, que ressalvou que a operação está centralizada na Diretoria do Norte, sendo titulada pela EPPO, em colaboração com a Autoridade Tributária.

As atividades criminosas estendem-se pelos 22 Estados-membros da EPPO, além de Hungria, Irlanda, Suécia e Polónia, juntamente com países terceiros, incluindo Albânia, China, Maurícias, Sérvia, Singapura, Suíça, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

[Artigo atualizado às 18:24 de dia 03/12/2022]

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