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Permanência de Carla Alves como secretária de Estado não "está em causa", garante Ministério da Agricultura

Nova secretária de Estado tem contas, móveis e imóveis arrestados.

Permanência de Carla Alves como secretária de Estado não "está em causa", garante Ministério da Agricultura
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Carla Alves, nova secretária de Estado da Agricultura, tem várias contas bancárias arrestadas, segundo avançou o Correio da Manhã. O Ministério da Agricultura respondeu às questões enviadas pelo mesmo jornal e esclareceu que não está em causa a permanência de Carla Alves como secretária de Estado.

O dia começou com a notícia do Correio da Manhã que dava conta que Carla Alves e o marido Américo Pereira, ex-autarca de Vinhais, têm, para além das contas conjuntas, móveis e imóveis arrestados.

No seguimento da polémica que envolve a nova secretária de Estado, o Correio da Manhã questionou o gabinete do Ministério da Agricultura acerca do caso em questão.

Em resposta, segundo relata o jornal, o gabinete garantiu que “a Sra. secretária de Estado da Agricultura, Eng. Carla Alves, não é visada em qualquer processo-crime” e ainda que "nenhum processo judicial relativo ao seu marido, Américo Pereira, sugere qualquer tipo de envolvimento da Sra. Secretária de Estado da Agricultura, Eng. Carla Alves".

Por esse motivo, lê-se, "o Ministério da Agricultura entende, por isso, que não há nenhuma questão que coloque em causa a sua nomeação".

O Correio da Manhã escreve ainda que o Ministério da Agricultura não se pronunciou acerca das questões feitas relativamente às contas arrestadas.

Outros detalhes

O antigo autarca de Vinhais foi alvo de um pedido de julgamento por alegados crimes de corrupção ativa e prevaricação por parte do Ministério Público.

A notícia do jornal dá ainda conta que de 2013 a 2020, o casal depositou nas suas contas conjuntas mais dinheiro do que aquele que oficialmente ganhou.

Devido ao facto de não ser possível justificar de onde veio o dinheiro ganho durante estes anos, a acusação pede que o casal devolva ao Estado cerca de 700 mil euros.

Para além disso, Carla Alves, terá ainda acumulado ilegalmente funções camarárias com atividades privadas.