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"Se Medina sente necessidade de dizer que não está fragilizado, é porque está fragilizado"

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José Gomes Ferreira analisa as explicações de Fernando Medina face à investigação em curso.

Um dia após terem sido noticiadas as buscas na Câmara de Lisboa, que colocam no centro de suspeitas de corrupção o ex-autarca, Fernando Medina veio a público esclarecer o caso. O ministro das Finanças diz estar de "consciência tranquila", mas José Gomes Ferreira repara numa irritação.

Questionado se se sente fragilizado, o ministro das Finanças garantiu aos jornalistas que não. No entanto, a irritação de Medina não escapa a José Gomes Ferreira, que invoca uma “velha lei da comunicação das instituições”.

“Se ele sente necessidade de dizer que não está fragilizado, é porque pode estar fragilizado e está, porque está sob escrutínio da opinião pública”, explica Gomes Ferreira.

José Gomes Ferreira sublinha que a hipótese de demissão não se coloca sequer em cima da mesa, pois tal significaria a queda do Governo. Aliás, Fernando Medina não foi constituído arguido, acrescenta.

Ao analisar o caso de Medina, José Gomes Ferreira recorda que o que aconteceu na Câmara de Lisboa é um corolário de um "longo caminho de investigações".

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