30 mil pessoas correram esta manhã a Meia Maratona de Lisboa, numa oportunidade única de atravessar a Ponte 25 de Abril a pé. Na corrida para elites, os atletas africanos voltaram a ser os mais fortes.
Há 20 anos que Adélia Martins vai à meia maratona de Lisboa, no início vinha só com os filhos, mas desde o ano passado que traz também o neto Santiago.
"Desde que os meus filhos eram adolescentes temos vindo sempre. Agora, tenho um neto com sete anos, já vim o ano passado com ele e ele aguentou, estava muito calor, mas aguentou até Belém, sempre a andar", relatou.
A prova deste ano juntou mais de 30 mil participantes com mais ou menos preparação, o ambiente antes da corrida era de grande expectativa e emoção.
No entanto, houve também quem tenha arriscado participar, pela primeira vez, aos 71 anos.
“Como amante da corrida de rua e também como português participar nesta prova é muito importante. Os corredores todos têm a vontade de um dia poder participar”, referiu.
O presidente da Câmara de Lisboa, que também esteve presente, destaca a energia da prova.
"É fantástico, primeiro precisamos disto, saindo de uma pandemia precisamos de estar cá fora, precisamos de atividade física e é uma imagem incrível de Lisboa, da nossa cidade", destacou Carlos Moedas.
Os participantes partiram das portagens da ponte 25 de abril em direção ao Centro Cultural de Belém. Dois atletas da Etiópia foram os vencedores deste ano.
Nos homens, Nibret Melak venceu a prova ao fim de 59 minutos e seis segundos. Na prova feminina, Almaz Ayana cruzou a meta depois de uma hora e cinco minutos.
A Meia Maratona de Lisboa saiu à rua pela primeira vez em 1991, há 32 anos.