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O "colapso" das Forças Armadas: há menos 8 mil efetivos que o necessário

A queda é cada vez mais acentuada. Há dificuldades em recrutar e nunca houve tantas saídas. Só no ano passado, as Forças Armadas perderam cerca de 10 mil militares.

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Próximo de estado de alerta, há muito menos militares em Portugal do que será aconselhável. O número de efetivos nas Forças Armadas está a diminuir há vários anos.

Só no ano passado, perderam 7,2% do efetivo, cerca de 10 mil militares, gerando um "colapso", segundo a Associação de Oficiais das Forças Armadas.

De acordo com o Ministério da Defesa, citado pelo Expresso, faltam 13% de militares no quadro permanente. Um número que aumenta bastante
quando falamos dos que estão a contrato: quase metade das vagas previstas na lei estão por preencher.

O Exército é o ramo mais afetado. O número total de militares previstos é de 15.391, mas Portugal tem 10.238, ou seja, faltam mais de 5.000.

Na Marinha, há menos 1 288 do que era suposto e na Força Aérea o valor em falta é semelhante.

GNR pode ganhar quase 500 euros a mais

À SIC, o Ministério da Defesa lembra que no final do ano passado iniciou um caminho de valorização dos salários. A revisão da tabela permite aumentos superiores a 100 euros nas categorias mais baixas.

O problema é que há outras carreiras mais atrativas. Segundo o Expresso, um militar da GNR pode ganhar quase mais 500 euros do que nas Forças Armadas.