A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) manifestou-se esta sexta-feira , em Bruxelas, do caos no Sistema Nacional de Saúde (SNS) e apesar de a comissária da Saúde não estar, foram ouvidos pela sua equipa.
A presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, explicou que pretendem “fazer um relato sobre o que o SNS enfrenta nos dias de hoje”, acrescentando que estão “numa grande agonia”.
"Esperemos que o comissariado, bem como os eurodeputados, com quem também estamos a ter reuniões, nos ajudem a fazer passar a palavra e alertar o nosso Governo, que está em funções, para resolvermos este impasse que existe com os médicos", explica Joana Bordalo e Sá.
A Saúde é competência sobretudos dos governos, mas a FNAM acredita que a legislação europeia relativa às condições de trabalho não está a ser cumprida.
"É uma diretiva europeia de 35 horas e não de 40 e também tem que ver com o trabalho extraordinário que os médicos estão obrigados a fazer e que também ultrapassa em larga escala o que são as diretivas europeias", sublinha a clínica.
Esta sexta-feira, o ministro da Saúde Manuel Pizarro fez saber que vai convocar os sindicatos dos médicos para uma nova ronda negocial após as negociações terem sido interrompidas na sequência da demissão do primeiro-ministro.
A delegação antes de regressar a Portugal vai, durante a tarde, estar no Parlamento Europeu.