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Entrevista SIC Notícias

Forças de segurança exigem "a valorização da condição policial de qualquer polícia"

Bruno Pereira, presidente do sindicato dos oficiais da PSP, refere que a reunião da plataforma que junta os sindicatos da PSP e associações da GNR com os partidos pretende um compromisso político de valorização das carreiras.

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A plataforma que junta os sindicatos da PSP e associações da GNR reúne-se hoje com alguns partidos políticos. Está confirmada a presença do PSD, Chega, PCP, Bloco de Esquerda, PAN, Livre e CDS. O encontro com o PS só acontece na segunda-feira.

As reuniões acontecem após três semanas de protesto dos polícias que exigem a atribuição de um suplemento de missão idêntico ao da Polícia Judiciária.

Os sindicatos querem que os partidos se comprometam a valorizar as carreiras na próxima legislatura.

“Foi decisão da plataforma, uma plataforma alargada de sindicatos da Polícia de Segurança Pública e associações GNR, convidar todos os partidos políticos a sentarem-se à mesma mesa para poderem não só colocar eventuais dúvidas que ainda possam estar por esclarecer, ou até para poder discutir a questões conexas ou afins relacionados com esta temática”.

Bruno Pereira lamenta que o Ministério tenha vindo a público apresentar propostas que nem sequer foram discutidas com a plataforma ou com as pessoas certas o que “cria ruído e cria pouca transparência relativamente à forma como queremos discutir esta questão”.

No dia 26 estarão quase todos os partidos, com exceção da Iniciativa Liberal que não respondeu.

“Esperamos, acima de tudo, que os partidos possam (…) vincular-se publicamente e assumir, primeiro, que é uma prioridade máxima (…), segundo, poderem até comprometer-se com algumas posições relativamente àquilo que pretendem fazer relativamente a esta questão”.

Numa altura em que há um governo de gestão que não vai tomar decisões, Bruno Pereira considera que é uma falsa questão.

“O Governo durante 8 anos, não quis dar prioridade à resolução da questão (…) chegados aqui é muito fácil e até mais confortável alegar que estão impedidos do ponto jurídico constitucional de resolver a questão. Não é verdade. Não somos só nós que o dizemos já uma série de outras pessoas o disseram pessoas qualificadamente conhecidas como constitucionalistas que vieram dizer que não existe impedimento legal e, portanto, é uma questão de vontade”.

Bruno Pereira salienta que pretendem que os partidos políticos “tenham consciência do mal que foi causado, o impacto negativo que teve esta decisão”.

“Portanto, não esperamos que sejam feitas promessas na vacuidade, esperamos que haja uma vinculação pública, séria e com elevação democrática, porque é isso que espera e é isso que os 50.000 profissionais da PSP e da GNR também o esperam”.