A plataforma que junta os sindicatos da PSP e associações da GNR reuniu-se esta sexta-feira com alguns partidos políticos. Em declarações do PSD, PAN, PCP e Chega defendem a valorização das carreiras destes profissionais.
Questionado sobre se está a ter aproveitamento político da atual situação das forças de segurança, o líder parlamentar do Chega nega.
“Sempre apresentámos propostas, desde o subsídio de risco e as habitações para as forças de segurança, que são indignas e que existem em Portugal”, afirma Pedro Pinto.
Também o PSD afirma que é necessária a regulação remuneratória destes profissionais.
“O PSD apresentou precisamente uma proposta de revisão do estatuto das carreiras, e em dezembro dirigiu ao senhor ministro da Administração Interna uma pergunta especificamente sobre este aspeto, perguntando se não reconhecia idêntica urgência na revisão da carreira remuneratória das forças de segurança”, disse Teresa Morais do PSD
O PAN diz estar ao lado das forças de segurança e de todos os “profissionais da linha da frente”.
“O PAN veio aqui dizer que está solidário e que acompanha as reivindicações dos festivais de segurança, assim como de outros profissionais da linha da frente como os bombeiros voluntários e bombeiros profissionais”, afirma o deputado do PAN, Pedro Fidalgo Marques.
Também o PCP é contra a discriminação das forças de segurança.
“Não deve haver discriminações ao nível do suplemento de missão, relativamente às forças de segurança, para além de haver um outro conjunto de problemas que é preciso encarar”, afirma o deputado do PCP, António Filipe.
As reuniões acontecem após três semanas de protesto dos polícias que exigem a atribuição de um suplemento de missão idêntico ao da Polícia Judiciária.
Os sindicatos querem que os partidos se comprometam a valorizar as carreiras na próxima legislatura.
