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Hospital de Gaia: sindicato dos enfermeiros alerta para "dezenas de falsos recibos verdes"

São entre 50 a 60 os enfermeiros a trabalhar como falsos recibos verdes, diz o sindicato, havendo ainda perto de uma centena destes profissionais com vínculos precários temporários, para suprir necessidades permanentes, e que ainda assim não são suficientes.

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O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) denuncia que há dezenas de enfermeiros a trabalhar como falsos recibos verdes no Hospital de Gaia e perto de uma centena os que trabalham com vínculos precários. A administração do hospital diz que está prevista para breve a contratação de mais de 170 enfermeiros.

“Os nossos colegas continuam a fazer trabalho extraordinário. Portanto, estes são insuficientes para dar resposta às necessidades permanentes e continuam a ver o seu horário alterado, a desregulação dos horários é uma constante”, afirma a dirigente nacional da SEP, Fátima Monteiro.

Isto tem implicações que vão para além dos salários e progressão na carreira dos enfermeiros.

“A desregulação, fazer 18 ou 12 horas consecutivas põe em causa a segurança dos próprios profissionais e a segurança também dos cuidados que se prestam”, acrescenta.

Contactada pela SIC, a ULS de Gaia e Espinho garantiu que está prevista, para breve, a contratação de mais de 170 enfermeiros o que vai permitir a entrada para os quadros de profissionais que foram contratados para suprir necessidades temporárias que, entretanto, se tornaram permanentes.

“Primeiro gostaríamos de ter essa certeza que são estes que vão ficar, muitas vezes não é isso que acontece - são despedidos e contratam outros através de uma bolsa de recrutamento também com vínculo precário. Pelo número que avançam, 170, achamos que é muito aquém das necessidades”, conclui a dirigente sindical.

Contas feitas às horas extraordinárias, mesmo que seja aprovada a contratação dos 170 enfermeiros não serão suficientes.