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Avioneta aterra na praia: alegações finais decorrem esta quinta-feira no Tribunal de Almada

O episódio provocou a morte a duas pessoas: uma criança de oito anos e um homem de 56. Carlos Conde de Almeida, o piloto instrutor, está acusado de dois crimes de homicídio por negligência.

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Decorrem esta quinta-feira no Tribunal de Almada as alegações finais no julgamento do piloto que aterrou de emergência na Praia de São João da Caparica, há sete anos.

O episódio provocou a morte a duas pessoas: uma criança de oito anos e um homem de 56.

Carlos Conde d'Almeida, o piloto instrutor, está acusado de dois crimes de homicídio por negligência, por ter aterrado de emergência no areal depois de uma falha do motor da avioneta.

O que disse o piloto instrutor em tribunal?

Durante o julgamento, disse que seguiu todos os procedimentos adequados e que tentou aterrar num local mais à frente da praia, mas não conseguiu chegar lá.

“Tentei por todas as formas, chegar àquele ponto com água, com pouca água e não havia quase ninguém. Não consegui chegar lá”, disse.

Diz que o despacho de pronúncia tem fatos incorretos e esclarece que, para ele, o piloto - o aluno de 27 anos - tinha experiência suficiente de voo.

Defendeu ainda que tentou, várias vezes, voltar a ligar o motor para evitar a queda.

Carlos Conde d'Almeida é o único arguido neste processo. Na decisão instrutória, o tribunal decidiu não levar a julgamento responsáveis da Autoridade Nacional de Aviação Civil e três elementos da Escola de Aviação Aerocondor.