João Cotrim de Figueiredo, ex-presidente da Iniciativa Liberal (IL) e cabeça de lista às eleições europeias, diz não reconhecer em Tiago Mayan Gonçalves qualidades para ser líder do partido.
O antigo candidato às eleições presidenciais Tiago Mayan Gonçalves disse estar pronto para encabeçar uma candidatura à liderança, apresentando, um manifesto para refundar o partido.
Em entrevista à SIC Notícias, esta noite, Cotrim de Figueiredo garantiu que “não apoiaria” Tiago Mayan numa candidatura à liderança do partido, contrariamente ao que aconteceu, no passado, na corrida à Presidência da República.
“Não apoiei só o Tiago Mayan. Escolhi-o para candidato a Presidente da Républica”, recorda João Cotrim de Figueiredo.
No entanto, ressalva o liberal, “não o apoiaria para dirigente do partido”.
“Não lhe revejo as qualidades para ser líder partidário”, declarou o antigo presidente liberal.
Questionado sobre quais são, então, as qualidades que reconheceu em Tiago Mayan Gonçalves para ser candidato à Presidência da República, mas não à liderança da Iniciativa Liberal, Cotrim de Figueiredo recusou enumerá-las.
“Prefiro não responder, porque implica uma avaliação pessoal, que não quero fazer em público”, afirmou.
Arrependido de ter deixado liderança da IL?
Nesta entrevista à SIC Notícias, João Cotrim de Figueiredo assume responsabilidade pela posição atual da Iniciativa Liberal – que estagnou eleitoralmente, nas últimas legislativas. O ex-presidente da IL afirma que, se soubesse que o Governo socialista de maioria absoluta iria cair dentro de pouco tempo, teria repensado a decisão de abandonar a liderança do partido.
“Não tenho muito jeito para ser bruxo”, declarou Cotrim de Figueiredo, que, ainda assim, deixa largos elogios ao atual líder do partido. Rui Rocha, defende Cotrim, é “apreciado” em muitas matérias, e tem levado a IL a “dominar a agenda política”.
A candidatura às europeias “é o que é”
Questionado sobre se o argumento que apresentou para não ser recandidato às legislativas - a idade (vai fazer 63 anos, em junho) - não é válido também nestas eleições europeias, Cotrim de Figueiredo afirma que está é uma opção que toma “livremente”.
“É o que é”, soltou. “Há coisas que ainda gostava de fazer na vida que, ficando na vida política, mais tarde, já não vou conseguir fazer”, admitiu o candidato liberal.
“Mas não faz mal”, apressou-se a acrescentar. “Faço esta candidatura com enorme alegria, otimismo e entusiasmo”, declarou o cabeça de lista da IL às eleições europeias, que não quer, para já, estabelecer objetivos quanto a percentagens ou ao número de deputados eleitos nas eleições de 9 de junho.
“Queremos fazer uma campanha otimista”, sublinhou apenas, definindo como os principais problemas que a Europa enfrenta a guerra nas fronteiras, o alargamento a outros países, os custos na transição digital e a transição climática.