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Seca no Algarve: regantes duvidam dos prazos apresentados pelo Governo

Vai ser aliviado o corte ao consumo de água no Algarve, em vigor desde o início do ano. O Governo decidiu um alívio para todos os setores, incluindo à agricultura, mas deixa ainda muitas dúvidas a quem tem urgência em regar.

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O primeiro-ministro trouxe as boas notícias, anunciando que, com a chuva da Páscoa, há reservas de água nas barragens do Algarve para aligeirar os cortes. O consumo urbano e turístico passa a estar obrigado a poupar 10% e não 15%, como definido no início do ano. A agricultura fica agora nos 13% e não nos 25%.

"Nós temos a consciência de que isto não deve ser entendido como facilitismo. é um alívio quantitativo, mas não qualitativo. queremos continuar a promover políticas de poupança e de boa gestão da água (...) A fundamentação desta alteração é iminentemente técnica e científica. E a nossa intenção é chegar ao final do ano e poder garantir no início de 2025 que não voltaremos a ter este problema no ano seguinte", afirmou Luís Montenegro.

Na prática, há água para uma campanha quase normal, o que é um alento para os regantes. No entanto, nenhum foi convidado para estar em Faro na reunião da comissão interministerial da seca. Sobram por isso dúvidas sobre como se vai processar este alívio nos cortes ao abastecimento.

A resposta do Executivo chegará em breve, numa nova resolução prometida para os próximos dias.

Governo aplica 103 milhões na eficiência

O Governo trouxe ainda mais dinheiro para investir em eficiência: 103 milhões de euros para reduzir perdas no perímetro de silves, ligar estações de tratamento de águas residuais a campos de golfe e estudar novas barragens na serra do caldeirão.

Autarcas pedem mais dinheiro para as redes

Nos investimentos em curso, o Executivo foi prometendo rapidez, mas nem todos os profissionais estão com a mesma fé.

O primeiro-ministro garante que há já negociações em curso com Espanha. Contudo, também não conseguiu agradar aos autarcas do Algarve, que queriam um reforço de 20 milhões de euros na verba para redução de perdas nas redes municipais, mas acabaram por ficar não contemplados.