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"Partem tudo": javalis estão a destruir cerejeiras na Gardunha

Os proprietários de terrenos agrícolas do Fundão queixam-se dos estragos provocados por javalis que têm danificado principalmente cerejeiras.

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São centenas as árvores danificadas na Serra da Gardunha. As cerejeiras servem de exemplo ao que acontece noutros terrenos onde os javalis têm causado estragos.

A proprietária de um cerejal explicou à SIC que "os javalis atacam a cultura essencialmente quando ela começa a produzir. Procuram algum alimento (...), mas depois é destruição que provocam. Eles conseguem atingir uma altura de metro e meio e partem tudo".

Em consequência, as árvores de fruto ficam fragilizadas e à mercê das doenças, além do tempo que demoram a recuperar.

“(...)Estaremos para aí dois anos à espera que esses novos lançamentos deem fruto”, acrescentou a proprietária.

A zona em causa integra uma área cinegética de cerca de 1.600 hectares no concelho do Fundão que são geridos pela associação de caça e pesca da Cova Beira. O responsável reconhece os problemas, mas explica que apesar dos esforços tem sido difícil controlar a densidade da espécie.

"A caça de Javalis é todo o ano, mas em períodos específicos. Os períodos específicos são os de lua cheia. Nessa altura são feitos esforços para enviar para ali os caçadores da associação para minimizar os estragos. Mesmo assim, é insuficiente porque a população dos javalis é muito grande e é nómada, ou seja, movimenta-se de umas serras para as outras", explica Luís Gonçalves, presidente da associação de caça e pesca da Cova da Beira.

A associação lamenta os estragos provocados pelos javalis mas defende que só é responsável pelos prejuízos recorrentes da atividade de caça. Assegura, no entanto, toda a disponibilidade para ajudar os proprietários a minimizar o problema.