António Costa foi eleito esta quinta-feira presidente do Conselho Europeu para o próximo ciclo institucional. A decisão foi tomada por uma maioria qualificada dos líderes dos 27 Estados-membros, reunidos num jantar em Bruxelas.
Os Tratados indicam que o presidente do Conselho Europeu é eleito por um período inicial de dois anos e meio, com o mandato a poder ou não ser renovado, sendo esta janela temporal que está em cima da mesa.
António Costa tomará posse em dezembro. Sucede ao belga Charles Michel (no cargo desde 2019) na liderança do Conselho Europeu, a instituição da UE que junta os chefes de Governo e de Estado do bloco europeu.
Sem surpresas, foram também propostas Ursula von der Leyen para um segundo mandato na Comissão Europeia e a primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, para chefe da diplomacia comunitária.
No entanto, a eleição de ambas só é confirmada, ao contrário da de António Costa, pelo crivo do Parlamento Europeu.
Presidente Marcelo felicita eleição de Costa
Numa nota publicada esta noite na Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa saudou a eleição de António Costa para o Conselho Europeu, afirmando que a presidência desta instituição europeia “fica em boas mãos”.
“Abre caminho à continuidade do regular funcionamento das instituições europeias, a bem do nosso projeto comum de construção de um futuro em conjunto, em paz e em bem-estar social”, lê-se na nota.
O Presidente enalteceu o “compromisso pessoal e trabalho” já demonstrado por Costa para a construção europeia e “apresenta os votos de parabéns e de felicidades nas futuras funções, a bem de todos nós”.
Na rede social X, Luís Montenegro congratulou António Costa em nome do Governo. Numa curta mensagem, escreveu que a Europa “conta com todos” para enfrentar os grandes desafios de forma “mais coesa”.
Também Carlos César, presidente do PS, escreveu nas redes sociais a “grande satisfação, também pessoal” que a eleição de Costa lhe traz. Acrescentou tratar-se de um “reconhecimento das capacidades políticas e diplomáticas” do antigo primeiro-ministro e, sobre o apoio do Governo da AD à candidatura, disse:
“O governo da AD lá cumpriu as suas obrigações, apoiando, como não podia deixar de o fazer, a candidatura do anterior primeiro ministro. Imagino como isso lhes deve ter custado. Contrariados, mas…”é a vida”!”.
Com a eleição do ex-primeiro-ministro António Costa pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia, Portugal torna-se o único país a ter alcançado a liderança do Conselho Europeu, da Comissão Europeia e das Nações Unidas.
António Guterres desempenha atualmente o segundo mandato como secretário-geral das Nações Unidas e José Manuel Durão Barroso liderou a Comissão Europeia durante dois mandatos, entre 2004 e 2014.
