Foi lançada a obra do novo Hospital de Todos-os-Santos, em Chelas, que vai servir cerca de dois milhões de pessoas. A unidade hospitalar tem sido uma promessa de todos os Governos dos últimos 40 anos. Luís Montenegro garante que é desta e que estará pronto em 2027.
São José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa, todos enfrentam graves problemas. São edifícios muito antigos e que não foram construídos para serem hospitais.
A promessa de os substituir também é muito antiga. Dura há quase 40 anos, com Governo atrás Governo, é promessa constantemente deixada para trás.
Em 2008, José Sócrates foi o ultimo chefe do Governo a pisar os terrenos em Chelas, onde está para ser construído o novo hospital.
Na altura anunciava o hospital como a "joia da coroa" do Executivo socialista, numa parceria publico privada, que iria construir o hospital em cinco anos mas que ficou pelo caminho.
16 anos depois é a vez do atual primeiro-ministro. Luís Montenegro, lado a lado com a ministra da Saúde e com o presidente da Camara Municipal de Lisboa, numa apresentação também ela feita numa tenda, dentro dos terrenos do futuro hospital.
A ministra da Saúde defendeu que o novo Hospital de Todos-os-Santos será uma "conquista assinalável" para os utentes, permitindo ainda à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa passar a dispor de um hospital-âncora.
"Para os doentes, para os cidadãos, a construção do novo hospital será uma conquista assinalável", uma vez que vai disponibilizar recursos e tecnologia renovados, um acesso melhorado e um aumento de eficiência, afirmou Ana Paula Martins no lançamento da obra de 380 milhões de euros, com um financiamento de até 100 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para ser executado até ao final de 2026.
O novo Hospital de Lisboa Oriental, que será construído em Marvila por um consórcio liderado pela Mota-Engil, terá três edifícios ligados entre si, ocupando uma área de 180 mil metros quadrados e uma capacidade total de internamento de 875 camas.
À margem do lançamento da obra, a governante explicou que, em situações de contingência, o hospital poderá atingir entre as "1 075 e 1 078 camas".
